terça-feira, 26 de outubro de 2010

A CORAGEM DA VOVÓ

Ah! Deixa a vovó contar uma coisa para vocês, tenho certeza que vão achar muito divertido imaginar a vovó nessa situação: num fim de tarde quente, gostoso, depois de um dia árduo...






Estava eu ali, sentadinha na minha cama, olhando de que maneira ficaria melhor mudar o quarto quando, de repente, do nada, ouvi um terrível barulho.... um barulho de asas batendo fortemente...quando olhei em direção do barulho lá estava, voando no meu quarto um enorme jacaré, isso mesmo, um jacaré voador, podem acreditar, que susto, que medo, que nojo, aquele jacaré era uma barata disfarçada de jacaré, e vinha para cima de mim e eu correndo dela, meu, aquela barata jacaré era gigante, bordô, barulhenta, cheia de pernas e estava sem rumo, é claro que eu subi na cama e dali fiquei batendo os braços em todas as direções, na tentativa de expulsá-la dali, afinal ninguém a convidou para entrar, mas ela, uma barata-jacaré muito mal educada não obedeceu e ficou ali parecendo um helicóptero desgovernado até que, entre pousar aqui e ali, sumiu, aí fiquei preocupada, como vou dormir com “aquilo” na minha casa, e quando eu conseguisse dormir ( já eram mais de onze horas da noite acreditam, e eu naquela incessante caçada). Corajosamente, sim porque precisei de muuuuita coragem para sair de cima da minha cama, fui até a lavandeira que fica a quilômetros do meu quarto e peguei o inseticida, joguei em todos os possíveis esconderijos da barata-jacaré, feia, nojenta e fedida, subi novamente na minha caminha e fiquei aguardando algum barulho dela e nada, aguardei mais um pouco e nada, quando de repente, num jornal perto do banheiro que estava com a lata de tinta em cima sai o jacaré voador e eu atrás dela, ora eu corria atrás dela, ora ela corria atrás de mim, meus, foi uma verdadeira batalha, e em meio a tanta corrida consegui dar uns tiros de spray nela, mas foram necessários tantos tiros que os pelinhos dos meus braços e pernas estavam todos eriçados, mas, finalmente, eu venci, lá ficou o jacaré alado de pernas para cima e ainda mexendo, credo, só de lembrar me dá um treco no estômago, acho que vou vomitar... brincadeirinha essa parte, mas que deu nojo isso deu, imagine eu batendo nela com o chinelo, ia ser meleca para o apartamento inteiro tamanho era a bicha. Bom terminando a história (verdadeira) coloquei-a dentro de um saco plástico bem amarrado, este dentro de outro e este outro dentro de mais outro. Assim terminou o suplício da vovó contra a barata-jacaré, que susto, mas eu venci e sozinha. Fiquei cansada só de contar. Fui dormir passava da meia noite e o tio Victor, quando chegou e contei, ainda riu que só do meu sufoco, queria até abrir o saco de lixo para ver o tamanho da bicha, credo, eu hein!  Vai que a bicha ressuscita, eu hein, nem pensar.


                                                      Fim

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